sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Barriga de porco assada com quiabos e chutney de maçã e especiarias


A barriga de porco não é nada mais do que a típica entremeada, mas cortada num naco grande ou em fatias largas. Eu gosto mesmo muito de entremeada. Mesmo nos churrasco, prefiro a entremeada a febras ou mesmo a outras carnes, como secretos. Adoro entremeada (não ssei se já tinha dito). Também gosto de couratos, sou assim mesmo: gulosa!!!
Esta receita leva 4 horas a fazer, mas vale a pena. Aproveitem o tempo frio para ligar o forno, aquecer a cozinha e, de seguida, aquecer a alma com este prato absolutamente delicioso.

Ingredientes para 4 pessoas:
1 kg de barriga de porco com o courato (se tiver um pouco de osso na parte de baixo ainda é mais saborosa)
500 gr de quiabos frescos
Chutney de maçã reineta qb
12 batatinhas para assar
Sal e pimenta qb
2 colheres de sobremesa de ervas de Provença
3 dentes de alho
1 dl de azeite
1 raminho de alecrim e outro de tomilho

Preparação:
Deixe os quiabos em água com vinagre cerca de 30 minutos para perderem um pouco a baba.
Misture o azeite, sal, pimenta, ervas de Provença e os alhos esmagados e faça uma pasta. Tempere a carne das fatias largas de barriga de porco com esta pasta. Na parte do courato deite apenas umas pedras de sal e pincele com azeite para que a pele fique crocante e estaladiça. Coloque tudo num tabuleiro juntamente com o alecrim e tomilho para aromatizar. Leve ao forno a 160ºC por 4 horas (só assim vai conseguir a pele estaladiça - não tape com folha de alumínio e coloque a meio do tabuleiro, nem muito acima nem muito na parte de baixo do forno).
Nos últimos 40 minutos junte as batatas com casca, temperadas de sal, para assarem. Nos últimos 15 minutos junte os quiabos, depois de secos com papel absorvente, temperados com um fio de azeite e sal. Sirva tudo acompanhado do chutney que combina na perfeição com a carne de porco.

Para o chutney:
0,5 kg de maçã reineta de Alcobaça
1 cebola pequena (cerca de 100 gr)
125 gr de açúcar branco
2 colheres de sopa rasas de açúcar moreno macio 
1,25 dl de vinagre de cidra
1 pitada de gengibre em pó
1 pau de canela
1 pitada de canela em pó
3 grãos de sementes de mostarda preta
1 cravinho
Meia colher de café de noz moscada em pó
6 grãos de mistura de pimentas (rosa, branca e preta)
1 colher de sobremesa de água

Preparação:
Num tacho coloque a cebola picada, a água e o açúcar moreno e leve ao lume médio até a cebola começar a caramelizar (cerca de 10 minutos). Descasque as maçãs e corte-as em cubinhos pequenos, colocando-as logo numa tigela com o vinagre. Assim que tiver todas as maçãs descascadas e cortadas, adicione-as ao tacho da cebola juntamente com o vinagre. Junte o açúcar branco e o pau de canela. Junte todas as outras especiarias num almofariz e moa tudo até ficar em pó. Junte ao tacho. Mexa a mistura com uma colher de pau e deixe cozinhar em lume médio por 40 minutos até o chutney atingir ponto de estrada (tal como nas compotas).
Notas: usei uma mistura de açúcar moreno e açúcar branco para que o chutney não ficasse demasiado escuro. As quantidades das especiarias devem ser respeitadas pois, como são muito fortes, não se deve abusar para não se perder o sabor da maçã.






quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Bolo de Bolacha


Esta é uma das receitas de família e era o bolo preferido do meu avô. A minha mãe conta que era um bolo sempre presente nas festas de aniversário. Eu adoro esta versão tradicional do bolo, com creme de manteiga, e não alinho muito em variações. A única alteração que lhe fiz de há uns anos a esta parte foi substituir a manteiga por Becel sabor a manteiga. O resultado é muito mais leve e menos gorduroso e a Becel é mais macia, por isso mais fácil de bater do que a manteiga.
Os meus truques para o bolo ficar delicioso são usar sempre bolacha Maria torrada, não adoçar o café que embebe a bolacha e pôr muita amêndoa torrada no fim. Fica maravilhoso...

Ingredientes para um bolo grande:
3 pacotes de bolacha Maria torrada (uso sempre torrada, fica muito melhor)
400 gr de creme vegetal com sabor a manteiga ou manteiga sem sal
400 gr de açúcar Sidul, do fino para bolos (é o melhor para cremes por ser mais fino e desfazer-se melhor juntamente com os outros ingredientes)
2 chávenas de chá de café forte + meia chávena de leite magro
250 gr de amêndoa palitada ou laminada

Preparação:
Bata a manteiga ou creme vegetal com o açúcar e junte uma colher de chá de café solúvel. Misture muito bem até não se sentir os grãos de açúcar. Tenha o café misturado com o leite apenas ligeiramente mornos, este líquido não deve estar demasiado quente. Eu não gosto de juntar açúcar a esta mistura de café com leite para que o sabor do café sobressaia mas, se preferir, pode adoçar.
Coloque o líquido num prato de sopa e vá embebendo as bolachas sem que se desmanchem e colocando-as no prato onde vai servir o bolo. Vá barrando cada camada de bolacha com creme, ou seja, coloque uma camada de bolacha sempre intercalada de uma camada de creme até terminar ambos. Termine com creme. Barre o bolo todo à volta e polvilhe com amêndoa em palitos previamente torrada no forno. Para torrar a amêndoa, deixe-a bem espalhada num tabuleiro de forno a 180ºC durante cerca de 10 minutos, mas controle antes para não deixar queimar.
Pessoalmente gosot de levar o bolo ao frio para ganhar alguma consistência, mas pode servir à temperatura ambiente. É muito bom par acompanhado de café.

Dicas: pode aromatizar o creme de manteiga com um pouquinho de aroma de baunilha (meia colher de café) ou mesmo com um pouco de café. Eu gosto de adicionar uma colher de chá de café solúvel em pó. Para fazer os bolos individuais, vá empilhando as bolachas umas em cima das outras, intercalando com creme, mas sem formar um círculo grande.





terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Tofu salteado com legumes


Para quem conhece e está habituado a comer tofu, não serão necessárias grandes explicações. Para aqueles para quem este queijo de soja é novidade, passo a dar algumas dicas. Se quiserem, pesquisem mais num destes sites:

O tofu é feito de um leite produzido a partir dos feijões de soja moídos. É facilmente digerido pelo nosso organismo, pelo que os nutrientes são muito bem absorvidos. Tem muita proteína, cálcio, magnésio e outros sais minerias importantes para a saúde, bem como ácidos gordos insaturados, ótimos para ajudar a reduzir os níveis de colestrol.
Pode ser consumido ao natural, mas como não tem sabor próprio, não se torna agradável ao paladar. O melhor será confecioná-lo das várias formas possíveis (salteado, panado, grelhado, assado) e temperá-lo com os nossos sabores preferidos, pois o tofu vai absorver os sabores que lhe juntarmos. 
Hoje trago-vos uma sugestão muito prática, que fiz para um almoço durante a semana e que ficou excelente em sabor. Eu sou uma moça que gosto de tudo e gosto de comer bem, não aprecio comida sem sabor e sem graça. Por isso, garanto-vos que este prato ficou delicioso e que foi suficiente para me dar energia para o resto da tarde de trabalho.

Ingredientes para 2 pessoas:
Um pedaço de tofu biológico com 400 gr
Meia couve roxa
1 alho francês
200 gr de milho doce cozido (usei uma lata)
2 cenouras
2 colheres de sopa de óleo de sésamo
Sal e pimenta qb
1 colher de sobremesa de manjericão seco

Preparação:
Comece por cortar a couve roxa em juliana bem fina, a cenoura em cubos ou tiras finas e o alho francês em rodelas também finas.
Deite o óleo de sésamo numa frigideira anti aderente. Quando estiver quente deite, primeiro que tudo, a couve roxa. Tempere com sal. Deixe saltear por 2 a 3 minutos e junte a cenoura. Uns 2 minutos depois é a vez do alho francês e o tofu cortado em cubos. Volte a temperar de sal e um pouco de pimenta. Deixe cozinhar até os legumes estarem salteados a seu gosto, mantendo alguma textura, e o tofu ligeiramente tostado. Quase no fim do cozinhado junte o milho cozido, retifique de sal e tempere com o manjericão seco.
DICA: para o tofu não ficar roxo, como o meu ficou por causa da couve, saltei este ingrediente numa frigideira à parte só com um pouco de gordura, sal e manjericão.

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!

domingo, 25 de janeiro de 2015

Rissóis de pescada e camarão da Avó Lurdes


Já aqui publiquei uma receita que me foi ensinada pela minha avó com todo o carinho e preceito, que é o Arroz Doce, muito cremoso como só ela sabe fazer. Agora eu também sei prepará-lo porque ela me ensinou já há uns anos, mas muito tempo houve em que eu não comia outro arroz doce que não fosse o que saia das mãos da minha Avó Lurdes.
O mesmo se passava com os rissóis. Um dia experimentei fazer, mas ficaram "mais ou menos". Eram uns rissóis... mas não eram "os rissóis da minha avó". Só quando ela me chamou certa vez à cozinha e disse: "Hoje vamos fazê-los juntas" é que eu aprendi todos os truques e detalhes que fazem destes delicados rissóis uma guloseima perfeita e maravilhosa. Nesse dia ela deu-me o rolo e a toalha da Tupperware que sempre usou. Foi uma honra para mim.
Por muito que escolha as palavras, não conseguirei exprimir aqui o quanto gosto da minha avó e o quanto estas receitas são especiais para mim. O arroz doce e os rissóis são as iguarias mais deliciosas que a minha avó faz e que sempre foram imensamente elogiadas por todos. Estes rissóis de pescada e camarão são a "nossa receita", não exatamente igual a algumas receitas que se encontram com mais regularidade. Por exemplo, não levam salsa nem outro tipo de erva aromática. O recheio deve ser feito mesmo com manteiga para não se perder absolutamente nada em sabor e cremosidade. Já a massa leva margarina. Aqui o truque é deixá-la muito elástica para a conseguir esticar fininha.
Espero que gostem da receita e que a preparem com carinho, num dia sem pressas, e que o tempo que passem com ela vos deixe felizes.

Ingredientes para cerca de 50 rissóis:
2 cebolas pequenas/médias
125 gr de manteiga 
3 postas pequenas (ou lobinhos) de pescada
400 gr de camarão 60/80
Meia chávena de chá de farinha + leite qb
2 tigelas de farinha de trigo sem fermento (tipo 55)
1 tigela exatamente domesmo tamanho de água + 1 de leite
125 gr de margarina
Óleo qb + óleo para fritar
Pão ralado qb
3 ovos 
Sal e pimenta branca qb

Preparação:

RECHEIO: Coza o peixe e os camarões em água com sal. Reserve a água. Retire as espinhas e peles ao peixe, desfie tudo e descasque os camarões. Corte cada camarão ao meio no sentido do comprimento. Reserve o peixe e os camarões. Triture as cabeças dos camarões no pass vite de forma a obter todos os sucos e sabor. Reserve este suco à parte.
Coloque a manteiga numa frigideira anti aderente. Quando estiver derretida (sem deixar queimar) junte as cebolas picada muito finamente. Deixe cozinhar, mexendo com colher de pau, até a cebola estar completamente amolecida e transparente sem ganhar cor. Quando isto acontecer vá juntando, colher a colher, pequenas porções da água de cozer os camarões. Vá adicionando água e mexendo. Sempre que a água tenha evaporado, junte mais um pouco. Faça isto durante uns 4 a 5 minutos e depois junte ao preparado meia chávena de farinha disolvida num pouco de leite (deve estar numa consistência tipo papa). Continue a mexer com colher de pau. Junte mais um pouco da água da cozedura dos camarões. Neste ponto tem que ter a sensibilidade de ver que o creme não deve ficar muito líquido nem muito grosso. Deve juntar água dos camarões até obter um creme mole e pastoso. Retifique de sal e deite uma pitada de pimenta branca. Junte a este preparado o peixe desfiado. Não junte os camarões. Depois do creme estar pronto, mesmo no último momento, junte o suco das cabeças dos camarões. Reserve este creme, deixando-o arrefecer enquanto prepara a massa.

MASSA: Deite o leite, a água, a margarina e uma colher de sopa de sal grosso num tacho. Quando o líquido estiver a ferver, reduza ligeiramente o lume e deite a farinha de uma só vez. Mexa muito vigorosamente com uma colher de pau. Mexa bem até estar tudo bem misturado e a massa se descolar das paredes do tacho. Se puder fazer isto num tacho anti aderente é uma ajuda. Mas o truque é mesmo a força com que mexe a massa para misturar tudo bem e ficar sem grumos.
Depois retire do lume e coloque a massa na bancada ou em cima da tolha de estender massa. Com a massa quente amasse muito bem, dando-lhe uma "tareia". Para ficar elástica a massa tem que ser muito bem amassada ainda em quente e tem que estar gordurosa qb. Se achar necessário junte um pouco de óleo (1 a 2 colheres de sopa) à massa para ficar mais elástica. Eu e a minha avó fazemos isto quando achamos que a massa está um pouco seca seca. Amasse bem e, se detetar grumos, retire-os antes de esticar a massa. Depois vá esticando com o rolo até ficar muito fininha (eu estico até começar a ver os desenhos da toalha à transparência).
Coloque uma colher de sobremesa de recheio e meio camarão em cada rissol e feche-o calcando com os dedos, tendo o cuidado de retirar todo o ar de dentro do rissol para que não rebente ao fritar. Depois corte com um copo. Os rissóis que costumo fazer não ficam muito grandes, ficam de tamanho regular para o pequeno, daí que coloco meio camarão em cada um e assim tenho a certeza que todos têm camarão. Disponha os rissóis numa toalha de pano e vá fazendo rissóis até terminar toda a massa e recheio. 

PANADO E FRITURA: Deite o pão ralado num prato de sopa e os ovos batidos noutro. Passe cada rissol pelo ovo e depois pelo pão ralado. Uma mão só mexe no ovo e a outra só no pão ralado para que os ingredientes não fiquem misturados e empapados. Disponha cuidadosamente os rissóis em caixas e leve a congelar. Eu deixo-os congelar de um dia para o outro mantendo-os direitos e só depois, quando completamente congelados, os divido por saquinhos.
Para fritar, retire-os 15 minutos antes do congelador. Aqueça o óleo entre os 180ºC e os 190ºC e frite os rissóis cuidadosamente. O óleo não deve estar quente demais para a massa não rebentar, mas também não pode estar mais frio do que os 180ºC para não "cozer" os rissóis. Frite-os até estarem lourinhos, virando-os uma vez. Retire e escorra em papel absorvente. Estes rissóis têm a massa muito fina e são muito delicados, devem ser fritos e manipulados muito cuidadosamente. Se os servir ainda mornos, com a massa estaladiça são uma verdadeira maravilha...

Sirva como entrada ou refeição principal, acompanhados de arroz e salada. Bom apetite!










sábado, 24 de janeiro de 2015

Bolo salgado de queijo de cabra, azeitonas e pistácios





Esta receita é inspirada num prato da Rachel Khoo que vi ela fazer no programa do canal 24 Kitchen. Gosto das receitas dela e do seu estilo francês rústico, acessível a todos e muito acolhedor. O bolo salgado da Rachel tinha ameixas secas a contrastar com o salgado do queijo. Eu resolvi fazer uma versão assumidamente salgada e substitui as ameixas por azeitonas e tomate seco. Ficou uma maravilha. Comida de conforto boa para uma entrada ou para tornar os lanches deliciosos e diferentes.

Ingredientes:
4 ovos
250 gr de farinha
1 colher de sopa de fermento em pó
1 queijo de cabra tipo chévre
1 dl de leite magro
1,5 dl de azeite de boa qualidade com pouca acidez
50 gr de iogurte natural magro (sem ser açucarado)
1 chávena de café bem cheia de pistácios e 1 chávena de chá com mistura de tomate seco e azeitonas
Sal e pimenta qb
1 colher de chá de manjericão
1 colher de sopa de sementes de girassol
Papel vegetal e manteiga para untar

Preparação:
Bata os 4 ovos inteiros até estarem com uma consistência fofa, ligeiramente espumosa, tipo mousse. De seguida adicione o azeite, continuando a bater. Depois adicione o leite, o iogurte, tempere de sal e pimenta. Volte a bater um pouco. De seguida adicione a farinha misturada com o fermento, passando tudo pela peneira. Vá envolvendo com uma colher de pau e reserve um pouco de farinha para envolver as azeitonas e frutos secos.
Retire os caroços às azeitonas, esmagando-as. Pique os pistácios grosseiramente com uma faca. Corte os tomates secos em pedaços, bem como o queijo. Envolva isto tudo na farinha restante, junte o manjericão seco e deite na massa. Envolva.
Coloque a massa numa forma tipo bolo inglês forrada com papel vegetal untado de manteiga. Polvilhe com as sementes de girassol. Leve ao forno pré aquecido a 180ºC durante 35 a 45 minutos ou até o bolo estar cozido, o que consegue avaliar fazendo o "teste do palito".
O bolo pode ser feito na forma grande ou em formas de queques.

Bom apetite! Bom fim de semana!






quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Tranches de pescada com puré de couve flor e cenouras baby


Peixe e muitos legumes em várias texturas e confecionados de diferentes formas. É isso que este prato nos oferece. Uma refeição prática e saudável, uma boa opção para os almoços ou jantares dos dias de trabalho durante a semana.

Ingredientes para 4 pessoas:
8 tranches de pescada sem peles nem espinhas
600 gr de couve flor
1 batata pequena
1 cebola média
Um quarto de alho francês
8 folhas exteriores inteiras do alho francês
200 gr de cenouras baby
Sal, flor de sal e pimenta qb
Noz moscada qb
1 dl de azeite
2 colheres de sopa de manteiga magra
3 a 4 colheres de sopa de leite magro
1 colher de sobremesa de mel + um pouco de manteiga para caramelizar as cenouras
2 colheres de sopa de sementes de papoila

Preparação:
Num tacho coloque um fio de azeite, a cebola cortada em gomos, a batata em quartos, cerca de um quarto de alho francês (parte branca) cortado em rodelas largas e a couve flor em pedaços todos do mesmo tamanho. Tempere com sal e deixe os legumes estufarem em lume brando com o tacho tapado. Vá controlando, se estiverem a querer pegar, junte umas colheres de sopa de leite ou até uns borrifos de água para que não pegue, mas de forma a que não fique caldoso.
Ponha um tacho com água e sal ao lume. Quando estiver a ferver, escalde aqui as folhas exteriores do alho francês durante 1 minuto (retire previamente a parte verde mais escura). Tempere as tranches de pescada com sal e pimenta. Enrole cada tranche numa folha de alho francês. Coloque num tabuleiro, regue com um fio de azeite e leve ao forno por 15 a 20 minutos a 200ºC.
Lave as cenouras baby (não é necessário descascar) e escalde-as na mesma água onde escaldou o alho francês. Devem ser bringidas por 3 minutos. Depois são caramelizadas num pouco de manteiga e um fio de mel, numa frigideira anti aderente. Termine com um pouco de flor de sal para contrastar com o doce das cenouras.
Quando a couve flor e os outros legumes estiverem estufados, triture tudo com a varinha mágica, junte a manteiga, uma pitada de noz moscada ralada na altura e volte com o puré ao lume por 2 minutos para envolver e obter uma consistência sedosa.
Emprate tudo e regue com um fio de azeite. Espalhe algumas sementes de papoila por cima do puré para dar textura.
Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Esparguete à bolonhesa com abóbora caramelizada


Esparguete à Bolonhesa é dos pratos mais fáceis e práticos que conseguimos fazer em cerca de meia hora. Cozer a massa, fazer um bom molho com carne picada e tomate, juntar algumas ervas aromáticas e queijo ralado e está pronto. O que fiz desta vez não foi muito diferente, apenas juntei alguma abóbora que tinha no frigorífico. Ficou mais saudável e muito saboroso. Em relação à carne, utilizei vitela de criação biológica, mas este molho de carne pode ser feito com qualquer tipo de carne ao vosso gosto.

Ingredientes para 4 pessoas:
300 gr de esparquete
800 gr de carne de bovino picada (ou outras a gosto)
2 cebolas
6 tomates bem maduros ou uma lata grande de tomate pelado
1 dl de azeite
3 dentes de alho
500 gr de abóbora
Sal e pimenta qb
Lascas de queijo da ilha
Manjericão e oregãos qb
Salsa fresca qb

Preparação:
Coza o esparguete em água e sal até ficar "al dente" ou conforme o seu gosto (7 a 9 minutos em água fervente). Depois de cozida a massa, escorra-a, deite um pequeno fio de azeite, misture e reserve no quente.
Num tacho deite um generoso fio de azeite, a cebola e alhos, tudo picado. Deixe refogar ligeiramente sem que a cebola ganhe cor. Junte a carne picada. Tempere de sal e pimenta. Misture e deixe cozinhar por 3 minutos. Junte o tomate desfeito em pedaços, um pouco mais de sal e oregãos e manjericão secos a gosto (1 colher de chá de cada, sensivelmente). Deixe este preparado estufar até a carne estar bem cozinhada. Entretanto corte a abóbora em cubos com cerca de 2 cm. Deite um fio de azeite numa frigideira anti aderente e, quando o azeite estiver quente, deite a abóbora na frigideira. Tempere de sal e deixe a abóbora saltear. Vá virando para ficar caramelizada de todos os lados. Este procedimento deve demorar cerca de 5 minutos, não mais para que a abóbora não se desfaça.
Para empratar disponha o esparguete num prato, deite o molho de carne por cima e os cubos de abóbora. Junte ainda umas lascas de queijo da ilha e umas folhas de salsa fresca. Pessoalmente também gosto de terminar com mais um pouco de pimenta moída no momento.
NOTA: se servir o prato a crianças que sejam mais difíceis com os legumes, rale a abóbora crua num ralador e junte-a ao molho de carne.
Em relação ao queijo, se não tiver um untensílio próprio, corte as lascas com o descascador de batatas.

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!







segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Canapés de atum e ovas de salmão


Nos últimos dias houve por aqui algumas comemorações, festas de despedida do pessoal que está por outras bandas do mundo, enfim... pretextos para uns jantares e lanches em família. E estas coisas querem sempre uma boa comida e entradinhas apetitosas e variadas. Se forem boas, práticas e o mais light possível, como é o caso da sugestão que vos trago hoje, melhor ainda!
Podem fazer estes canapés com ou sem as ovas de salmão ou com outras ovas, tipo caviar, se preferirem e conforme o que estejam dispostos a gastar. Eu comprei as ovas de salmão num supermercado comum e não foram muito caras. Um frasco relativamente pequeno serviu perfeitamente para dar um apontamento de sabor e cor a estes canapés que foram muito apreciados.

Ingredientes:
Pão (usei integral)
Atum de conserva 
Iogurte magro natural
Pickles
Vinagre balsâmico
Pimenta qb
Ovas de salmão
Salsa fresca qb

Preparação:
Para a base dos canapés, utilizei fatias finas de pão integral e cortei-as em rodelas (ver foto - se não tiverem cortador, podem cortar em quadrados com uma faca).
Para o paté utilizei três latas de atum bem escorrido, 1 iogurte magro natural, 1 colher de café de vinagre balsâmico, 1 colher de sobremesa de pickles e uma pequena pitada de pimenta. Coloquei tudo na picadora e triturei até obter uma pasta cremosa. Isto rendeu uma boa quantidade, se quiserem fazer menos, usem apenas 1 ou 2 latas de atum e menos iogurte (comam o resto ao lanche ;)).
Barrei cada rodela de pão com um pouco de paté e coloquei uma colher de café de ovas de salmão em cada canapé. Terminei com uma folhinha de salsa para dar mais sabor e decorar. As ovas de salmão têm um intenso sabor a mar, desfazem-se na boca numa explosão de sabor e frescura. Gosto muito!

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!




sábado, 17 de janeiro de 2015

Bolo de café e rum


Esta receita é do livro "Paixão pelo Café", que me foi oferecido há uns anos e que tem muitas receitas para acordar... ou não, pois a mim o café não me tira o sono! Sendo que a verdade é que nada me tira o sono, por isso, venha o café! E venha uma fatia de bolo para acompanhar! Bom fim de semana!

Ingredientes:
90 gr de manteiga
200 gr de açúcar branco
100 gr de açúcar amarelo
240 gr de farinha
2 ovos
1 chávena de café expresso (cerca de 3 colheres de sopa)
1 colher de sopa de rum 
1 colher de café de aroma de baunilha
1 colher de chá de fermento em pó
1 colher de chá de canela
330 ml de iogurte natural sem açúcar
1 chávena cheia de miolo de noz em pedaços
Um apitada de sal fino

Preparação:
Bata a manteiga com o açúcar branco. Misture a velocidade baixa durante 5 minutos. Depois encorpore os ovos e bata bem entre cada ovo. Misture o café, o rum e a baunilha numa chávena e junte esta mistura à massa, continuando a bater por mais um minuto. Numa tigela junte a farinha, o fermento e o sal. Deite metade da mistura de ingredientes secos na massa e continue a bater. Depois junte metade do iogurte, continuando sempre a bater. Adicione a restante farinha e, depois, o resto do iogurte. Neste momento bata apenas o tempo suficiente para todos os elementos ficarem bem incorporados. Ligue o forno nos 180ºC.
Numa taça à parte misture as nozes em pedaços com o açúcar amarelo e a canela. Deite metade da massa numa forma redonda untada com manteiga e polvilhada com farinha. Junte as nozes envolvidas no açúcar. Deite a restante massa por cima. Coza durante 40 a 45 minutos no forno pré aquecido a 180ºC. Depois d epronto, deixe arrefecer ligeiramente e desenforme. Sirva polvilhado com raspas de chocolate branco e negro.

NOTAS: 
- A receita original indica 250 gr de açúcar branco, como achei excessivo, "roubei" 50 gr e acho que ficou muito bom e bastante doce.
- A receita indica 45 a 50 minutos de cozedura, o que achei excessivo. O bolo ficou saboroso, mas com consistência do género "enqueijado", quanto a mim um "enqueijado rijo". Se ficar apenas 40 minutos no forno deve ficar tipo queijada, mas macia e molinha, acho que vai melhorar bastante a consistência. No entanto, quem provou adorou (eu fui a mais critica), os meus convidados (éramos apenas 4 pessoas à mesa) comeram o bolo todo em poucos minutos...
É um bolo muito bom para comer... com café!



terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Pastéis de peixe



Um destes dias comprei um peixe que se chama Roncador. É claro que me deu logo vontade de rir na peixaria e só imaginei o peixe a roncar debaixo de água, eventualmente incomodando o resto do cardume, que lhe fazia: "Chiu!!" e tentava dormir enquanto o Roncador ressonava :) Achei-lhe tanta graça que até o fotografei na banca do peixe, depois de pedir autorização pelos direitos de imagem ao próprio, claro!


Depois desta introdução delirante, quero dizer-vos que, apesar do estranho nome, o peixe é muitíssimo saboroso. É parecido com a corvina, mas mais suculento e mais barato (tenho comprado fresco entre os 6 e os 7 euros/quilo, no Lidl). É um peixe com alguma gordura, bom para fazer no forno, para grelhar ou para fazer massas, arrozes e outro tipo de comidas de tacho. Eu comprei um roncador com cerca de 3 quilos, trouxe-o inteiro, arranjei-o em filetes e lombos e guardei uma parte (rabo, cabeça e carcaça) para fazer estes pastéis de peixe.
Ficaram deliciosos, gulosos mesmo! O meu marido não é muito de peixe e adorou. Fiz cerca de duas dezenas e congelei. Cada vez que servi os pastéis o Rui disse: "Isto é muito bom!". Tanto podem ser servidos como entrada, como acompanhados com arroz e salada e fazerem um belo prato principal. São feitos no forno, pelo que têm muito pouca gordura. Experimentem!

Ingredientes para 20 pastéis:
3 postas de Roncador (ou uma cabeça e um rabo grandes)
1 cebola grande
0,5 dl de azeite
3 dentes de alho
2 tomates chucha ou de cacho bem maduros
1 colher de chá de açafrão em pó
1 colher de café de cominhos moídos
1 colher de café de sementes de coentros
2 colheres de sopa de coentros frescos 
Sal e pimenta qb
1 malagueta vermelha
1 folha de louro
20 folhas de massa brick (uma por cada pastel)

Preparação:
Deite o azeite num tacho, a cebola e os alhos picados grosseiramente e o tomate desfeito em pedaços. Junte o peixe. Tempere de sal e pimenta. Junte a folha de louro e a malagueta cortada em pedacinhos. Num almofariz, moa bem os cominhos e as sementes de coentros. Junte o açafrão em pó. Moa e misture tudo e depois adicione esta mistura em pó ao peixe. Adicione também metade dos coentros frescos picados. Deixe o peixe estufar, com o lume médio e o tacho tapado, até estar bem cozinhado e ter ganho um molho grosso e suculento.
Quando estiver pronto, desfie o peixe, retirando todas as peles e espinhas. Para obter uma pasta cremosa para o recheio dos pastéis, fiz o seguinte: deitei metade deste preparado no processador de alimentos (ou picadora) e triturei. A outra metade, desfiz grosseiramente com um garfo. Desta forma obtive uma pasta cremosa, mas onde encontramos alguns pedacinhos de peixe. Misturei tudo, juntei os restantes coentros frescos, retifiquei de sal e levei novamente ao lume durante 2 minutos para engrossar e envolver bem todos os sabores. Convém deixar arrefecer este creme antes de rechear os pastéis.
Para montar os pastéis, optei pelo formato de chamuça. Cortei cada folha de massa brick em dois, coloquei uma parte em cima da outra, pincelando com um pouco de azeite entre as duas. Depois coloquei o recheio numa ponta e fui dobrando a massa em triângulos, como se faz com as chamuças (ver foto). No fim devemos "colar" a ponta final com mais um pouco de azeite ou outra gordura.
Estes pastéis podem ser congelados, basta colocar papel vegetal entre cada um e guardar em saquinhos. Deve ser utilizada massa brick e não massa philo porque a massa brick é mais fácil de trabalhar, não se rasga e pode ser congelada sem se desfazer quando descongela.
Para confecionar os pastéis, retire-os do frio meia hora antes (no mínimo) e disponha os pastéis num tabuleiro forrado com papel vegetal. Pincele cada pastel com um pouco de azeite e leve ao forno a 180ºC durante 10 a 15 minutos ou até a massa estar estaladiça e corada.

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!





sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Bolo de tâmaras, arandos e amêndoa com aroma de laranja



Este fim de semana vai haver jantarada cá em casa. Pois é... ainda agora terminámos o período festivo e já estamos em festa outra vez :) É bom, é sinal de que temos sempre amigos à nossa volta e vontade de nos sentarmos à mesa a tagarelar e a partilhar. Partilhar momentos, comida, conversas, ideias e risadas... É muito bom e deixa-me feliz.
Como seremos um grupo grandinho, vou adiantar algumas coisas já hoje. Fiz bolo de frutos secos e amanhã faço farófias, pois é um doce que só gosto feito no próprio dia em que vão ser comidas. São muito sensíveis e gosto que estejam super frescas, com o creme bem sedoso e brilhante. Hoje comecei por deitar as mãos à massa do bolo e voltar a fazer uso da minha nova batedeira Kenwood, que tem apenas 15 dias, mas já bateu várias massas com muito sucesso :)

Ingredientes:
200 gr de manteiga sem sal
200 gr de açúcar
260 gr de farinha fina Branca de Neve
Uma colher de sobremesa de fermento em pó
4 ovos 
1 dl de leite
200 gr de frutos cristalizados (mistura de tâmaras, casca de laranja, arandos secos e cerejas cristalizadas) + 60 gr de amêndoa palitada
Raspa de duas laranjas
Sumo de uma laranja 
0,5 dl de vinho do Porto

Preparação:
Corte as frutas (exceto amêndoa) em pedaços e deixe a macerar no sumo de laranja e vinho do Porto. Ligue o forno nos 180 graus e unte uma forma com manteiga e polvilhe com farinha. Comece a bater a manteiga com o açúcar. Depois vá adicionando os ovos um a um e batendo entre cada adição. Junte a raspa das laranjas. Escorra as frutas e junte também o vinho do Porto e o sumo de laranja. Continue a bater. Junte metade da farinha peneirada. Adicione o leite morno batendo continuamente. Misture de novo e depois vá adicionando a restante farinha já com o fermento. Bata bem e, por fim, seque as frutas que estiveram a macerar, envolva-as, juntamente com as amêndoas palitadas, num pouco de farinha e junte à massa, envolvendo bem. Deite numa forma redonda ou de bolo inglês, previamente untada com manteiga e polvilhada com farinha, leve ao forno pré aquecido durante 45 a 50 minutos. Faça o teste do palito para ver se a massa está cozida e, assim que o bolo estiver pronto, retire do forno. Sirva decorado a gosto, por exemplo com raspas de laranja e açúcar em pó ou com arandos, que foi o que fiz.

Bom apetite e bom fim de semana!


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Frango estufado com couve coração e pistácios


Mais uma receita saudável e prática para fazer em cerca de 30 minutos.
Boas ideias para os almoços ou jantares durante a semana. 

Ingredientes para 4 pessoas:
1 frango partido em pedaços
2 tomates maduros
1 couve coração 
2 cebolas
2 dentes de alho
Sal qb
2 colheres de sopa de azeite
Mistura de especiarias (usei uma colher de chá de mistura marroquina, mas podem usar o que quiserem, desde que dê um bom sabor ao prato, algo exótico)
2 colheres de sopa de pistácios

Preparação:
Num tacho ponha o azeite, a cebola em gomos finos e o frango arranjado em pedaços por cima. Tempere com sal e os alhos laminados. Junte os tomates bem maduros, descascados e cortados em pedaços. Junte a couve coração cortada em tiras largas. Tempere a couve com mais um pouco de sal e junte a mistura de especiarias em pó. Eu usei uma mistura que me trouxeram de Marrocos, mas podem usar o que o vosso sabor e imaginação preferirem. A ideia é fazer um estufado em cru, rápido e saudável, mas com sabor e intensidade.
Deixe estufar tudo com o tacho tapado em lume médio/alto cerca de 30 minutos. Depois destape o tacho para o molho reduzir um pouco e deixe cozinhar mais 5 minutos. Sirvam com arroz branco. Polvilhe com os pistácios partidos grosseiramente.

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Bolo Rei



Aceitei o desafio de fazer Bolo Rei pela primeira vez. Coloquei o desafio a mim própria e pus as mãos na massa. As mãos e a batedeira nova que recebi no Natal, uma Kenwood vermelhinha, linda, oferta dos meus pais. Hoje é Dia de Reis e os pais vêm cá jantar, nada melhor que Bolo Rei caseiro para sobremesa.
A massa levedou bem, ficou elástica e macia. Não é muito doce, mas respeitei as quantidades das receitas tradicionais que li. A base foi a receita do livro"Receitas da Avó, Sabores Antigos", da Maria Medeiros, um livro que me foi oferecido pelo meu marido há uns anos e de que gosto muito e que é muito inspirador para mim. Por falar em avó, a massa era bastante para um só bolo, pelo que fiz um mais pequenino que vai ser entregue à minha avozinha com um beijinho de Dia de Reis :)

Nota: a receita foi ligeiramente adaptada, pois também retirei inspiração de uma outra. Não adicionei leite, como referido numa das receitas, juntei raspa de citrinos e mais quantidade de frutas. Esta quantidade de massa faz dois bolos de cerca de um quilo cada porque a massa cresce muito.

Ingredientes:
750 gr de farinha sem fermento tipo 55
150gr de açúcar
5 ovos + 1 para pincelar
200 gr de manteiga sem sal
30 gr de fermento de padeiro (ou duas saquetas de fermento de padeiro seco)
1 cálice de vinho do Porto
Raspa de uma laranja e de um limão
250 gr de fruta seca e cristalizada a gosto cortada em pedaços (usei pinhões, nozes, amêndoas, avelãs, passas, cereja, abóbora e casca de laranja cristalizadas e algumas tâmaras, que foi um toque pessoal diferente que dei à receita)
Uma pitada de sal
Geleia para pincelar e açúcar em pó para polvilhar

Preparação:
Comece por diluir o fermento de padeiro granulado em cerca de 1 dl de água tépida. Depois junte uma chávena de farinha (que deve ser retirada à quantidade total), misture, faça uma pasta e deixe repousar para levedar. Enquanto começa a fazer a massa, este preparado vai crescer bastante (cerca de 15 minutos é o suficiente).
Na batedeira ou à mão, bata a manteiga com o açúcar. De seguida vá juntando os ovos um a um e batendo entre cada adição. Junte o vinho do Porto, a raspa dos citrinos e a pitada de sal fino (1 colher de chá bem cheia). De seguida junte o preparado fermentado, que deve ter crescido para o dobro do volume. Bata novamente e junte a restante farinha peneirada. Bata ou amasse bastante bem até a massa ficar uniforme e elástica (começam a ouvir-se algumas bolhas a estalar). Junte as frutas cristalizadas e as secas que estiveram previamente a macerar em vinho do Porto (duas horas no mínimo). Bata de novo.
Depois deste processo, faça uma bola com a massa (deve ficar tipo massa de pão, bastante elástica), enfarinhe e coloque num alguidar ou tigela de loiça ou vidro. Tape com um pano e depois com um cobertor e coloque em local quente (sala ou cozinha aquecida para a massa crescer com a ação do fermento). Deixe levedar até a massa duplicar de tamanho (duas a três horas, algumas receitas indicam cinco. A minha esteve duas horas e meia).
No fim deste período de tempo, faça o formato redondo do bolo com um buraco no meio e coloque num tabuleiro forrado com papel vegetal. Para a massa não fechar no meio, pode colocar uma chávena (ver foto) que possa ir ao forno. Disponha pedaços maiores de fruta cristalizada e alguns frutos secos por cima do bolo e pincele com ovo batido. Leve ao forno pré aquecido a 200ºC durante 25 minutos ou 30 m se gostar do bolo mais bem cozido. Este tempo é suficiente para um bolo de um quilo ou um pouco mais ou até dois bolos se os cozer ao mesmo tempo (foi o meu caso). No fim do tempo, retire do forno, pois a massa ainda coze mais um pouco com o calor que tem dentro.
Depois de retirar do forno, e com o bolo ainda quente, pincele com geleia. Eu não tinha nenhuma geleia e pincelei com mel ligeiramente diluído num pouco de água (muito pouca). Ficou muito bom.

Bom Dia de Reis e bom ano para todos!


MASSA ANTES DE FERMENTAR: