sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Festival do Chocolate de Óbidos # NOVO BLOG


NOVO SITE DA DELICIOSA PAPAROCA CLIQUE AQUI


Quem gosta de chocolate não pode deixar escapar esta oportunidade! Recebi um doce e irrecusável convite para participar no Festival do Chocolate de Óbidos, desafio que aceitei com muito prazer. Podem comprar bilhetes para o Festival AQUI.
Além de adorar chocolate (A! DO! RO!), o tema deste ano é muito motivador e revela preocupações que vão para além do prazer de degustar chocolate. A XVI edição do Festival Internacional do Chocolate de Óbidos tem por tema as alterações climáticas e de como a nossa forma de cozinhar e comer se pode tornar mais responsável e sustentável, na tentativa de minimizar essas alterações. Reduzir o desperdício alimentar é um dos comportamentos que devemos adotar todos os dias e que contribui em muito para tornar todo o processo mais sustentável.
No contexto do Festival fui desafiada a criar algumas receitas e vou apresentar três paparocas deliciosas em que o chocolate é rei, com muito sabor e o mínimo desperdício. Conto convosco no dia 24 de fevereiro, entre as 11:30 e as 13h para assistirem à confeção das receitas e provarem tudo no fim.

A outra grande novidade é que o blog tem um novo visual e uma nova "casa". A partir de hoje podem ver todas as receitas AQUI: https://deliciosapaparoca.pt/

Continuem a seguir o blog aqui e nas redes sociais, deixem os vossos comentários, sugestões e partilhas. Obrigada a todos por provarem as minhas paparocas ;)
Beijos grandes e achocolatados!
Susana


quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Torta de Laranja




É Dia dos Namorados... um dia de trabalho, a meio da semana, e não planeou ir jantar fora?... Faça um petisco em casa e termine com esta deliciosa torta de laranja, que se faz em meia hora. Não há namorado(a) que lhe resista ;) O meu namorado adora!!

Ingredientes:
8 ovos inteiros
250 gr de açúcar
Sumo de 2 laranjas e raspa da casca de 1
2 colheres de chá de amido de milho (maizena)

Preparação:
Bata os ovos inteiros com o açúcar, apenas com as varas manuais (não use batedeira elétrica), sem deixar ganhar espuma. Junte a raspa da laranja. Desfaça muito bem a maizena no sumo de laranja e junte ao preparado anterior. Misture. Forre um tabuleiro grande com papel vegetal e barre com manteiga. Deite o preparado lá dentro e leve ao forno pré aquecido a 220ºC. Deixe cozer durante 20 a 25 minutos. Retire do forno e desenforme a torta para cima de um pano humedecido e polvilhado com açúcar. Com a torta ainda quente, enrole-a com cuidado. Quando estiver arrefecida, decore com raspas e rodelas de laranja e cerejas em calda. Outras opções são as folhas de hortelã ou coco ralado.

Bom apetite! Feliz Dia dos Namorados!

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Torresmos à Moda da Beira Alta




Há sabores de infância que ficam para sempre gravados na nossa memória gustativa. Não ficam escritos só no palato, ficam presentes em nós. Além de nos trazerem os sabores daquele prato que a mãe ou a avó vaziam, trazem o amor, o cheiro, a ternura da própria pessoa. Trazem saudade. Mas também oferecem alegria, a felicidade e doçura de podermos homenagear quem amamos e saborear a herança que essas pessoas nos deixaram.
A família do meu marido tem as suas raízes na Beira Alta, localidade de Pinheiro, Carregal do Sal. Os pais vieram para a zona de Lisboa bastante novos e foi já aqui que constituiram família e tiveram os filhos. Ainda assim, o Rui lembra-se bem das férias de verão passadas nas Beiras e recorda com carinho algumas receitas que a mãe trouxe da tradição beirã, onde a fogueira diretamente no chão da cozinha era o "fogão" onde se cozinhava todos os dias numa panela de ferro de três pés. É o caso destes torresmos... já lá vamos à receita e à histótia do prato. 
Um dos sabores de que o Rui se lembra das férias no campo é o das avelãs e dos pinhões, acabados de apanhar, partidos e comidos no momento. O passeio a caminho do rio era feito por entre as avelãzeiras da avó e os pinhais dos vizinhos. Os frutos secos eram apanhados do chão, partidos com pequenas pedras, para depois servirem de petisco enquanto não chegava a hora das refeições principais.  As espigas de milho, antes de secarem, quando estavam no ponto para serem apanhadas e assadas nas brasas, são outro dos sabores de que se recorda. Apanhar umas maçarocas, assá-las na fogueira, comê-las depois de passadas por sal grosso... Este ritual era repetido na companhia da irmã e das primas e foi desde então que o meu marido ficou a gostar de acompanhar o churrasco com maçarocas. Agora são compradas no supermercado, o sabor não é o mesmo, mas a ideia foi adotada para os churrascos cá de casa e é apreciada por todos.
Voltando aos torresmos... para mim este prato significava os pedaços de carne de porco fritos e estaladiços. Não sabia, até há pouco tempo, que também se dava o nome de "torresmos" a outro tipo de receita com a carne estufada em vinho, algo mais parecido com os rojões. A minha cunhada falou do prato, de que a mãe vazia e que era muito bom. A madrinha do Rui também experimentou voltar a fazer e ele próprio confirmou ser um grande petisco, iguaria que não comia há anos! Combinaram fazer para eu experimentar. A minha cunhada cozinhou de acordo com o que se lembrava da receita da mãe. A única pequena incerteza residia na utilização da cebola. Pelo que pesquisei sobre Torresmos à Moda das Beiras, a cebola não faz parte das receitas. Mas a Clara usou e eu também usei, é o nosso "ponto" acrescentado ao conto dos torresmos da D. Maria, senhora que "cozinhava poucos pratos, mas os que fazia eram todos muito bons". As palavras são dos filhos, eu tive oportunidade de o confirmar poucas vezes, infelizmente, mas provei pequenas maravilhas feitas pelas suas mãos. Espero agora poder homenagear a sua memória com este prato que a Clara e a Lurdes recuperaram e de que fiquei imediatamente fã. Experimentem, deliciem-se e vão ao baú das vossas mães e avós buscar tudo o que é riqueza daquela que não tem preço nem morre quando os nossos familiares partem fisicamente. O lugar à mesa fica vazio, mas o lugar na cozinha (e no nosso coração) estará sempre preenchido.

Ingredientes para 4 pessoas:
400 gr de barriga de porco (entremeada)
500 gr de entrecosto
400 gr de fígado de porco
400 gr de perna de porco
Vinho tinto (usei Lote 44 colheita de 2015 da Adega de Arruda)
6 dentes de alho
4 folhas de louro
Sal e pimenta qb
1 malagueta (opcional)
1 cebola não muito grande (opcional, se não usarem, fritem apenas a carne no azeite e depois prossigam com a receita)
1 colher de chá bem cheia de pimentão doce ou colorau
1 dl de azeite
2 colheres de sopa de banha

Preparação:
Dois dias antes de cozinhar as carnes, coloque-as em vinha de alhos (todas as carnes com exceção do fígado, pois fica esbranquiçado e muito "cozido"). As carnes devem ser cortadas em pedaços não muito grande e temperadas com os alhos picados finamente, as folhas de louro, pimenta e pimentão doce. Não adicione sal nenhum. Envolva bem as carnes em todos os temperos e cobra-a com vinho tinto (até deixar toda a carne submersa). Tapem bem e reservem no frigorífico durante 48 horas.
No dia de cozinhar, escorram a carne e reservem a vinha de alhos. Num tacho, de preferência em ferro, deitem o azeite e a banha (talvez a versão original da receita fosse feita apenas com banha, mas eu gosto de juntar um pouco de azeite). Juntem a cebola e deixem refogar ligeiramente até esta ficar amolecida. Depois juntem os pedaços de carne e deixem fritar um pouco para ficar ligeiramente tostada. Não juntem o fígado, só vai entrar mais tarde na receita.
Passados uns 3 a 5 minutos reduzam bastante o lume, juntem a malagueta picada e sal para temperar e toda a vinha de alhos. A carne deve fica quase submersa no vinho. Tapem o tacho e deixem cozinhar em lume brando durante 60 a 90 minutos. Na última meia hora juntem o fígado também partido em pedaços. De vez em quando vão mexendo e controlando o molho, que deve ficar espesso. Se estiver muito aguado, destapem o tacho, se estiver a secar muito, juntem mais um pouco de vinho tinto. Retifiquem de sal e deixem cozinhar até a carne estar macia e a desfazer-se ligeiramente. Sirvam com batata cozida.
NOTA: eu introduzi um detalhe que a receita original não tinha. Aproveitei o courato da entremeada, cortei em pedacinhos e fritei até ficar crocante. Fica uma espécie de torresmos dos outros, fritos e estaladiços. Quando servi o prato, guarneci com estes torresmos de textura crocante. Ficou muito bom.

Bom apetite!




sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Bolo de cenoura com chocolate




Este foi o terceiro bolo de aniversário do maridão. Sim, o terceiro :) Fiz este para ele levar para os colegas de trabalho, que o receberam a cantar os parabéns! São queridos e merecem os meus bolinhos, é com muito gosto que, de quando em quando, os presenteio com uns mimos.
O miminho desta vez vai para vocês, para vos desejar bom Carnaval! Sirvam-se do bolo antes de irem para a paródia, para que levem muita energia ;)

Ingredientes:
3 cenouras raladas cruas (300 gr)
4 ovos
2 chávenas de chá de açúcar
2 chávenas de chá de farinha
1 iogurte natural 
1 colher de chá de fermento em pó
Meia tablete de chocolate e coco ralado qb

Preparação:
Descasque as cenouras. Num liquidificador ou processador de alimentos coloque as cenouras em pedaços e triture. Junte o açucar, as gemas, o iogurte e volte a triturar bem até obter uma pasta. Junte a farinha e triture só uns segundos para misturar. Bata as claras em castelo fime, junte o fermento quando começarem a ficar fofas e firmes. Envolva as claras delicadamente na massa. Deite o preparado numa forma de buraco untada com manteiga. Leve ao forno pré-aquecido a 190ºC durante 30 minutos ou até o bolo estar cozido (fazer o teste do palito). Desenforme o bolo quando estiver morno.
Derreta meia tablete de chocolate (cerca de 50% de cacau) em banho maria e deite por cima do bolo. Polvilhe com coco ralado.

Bom apetite e votos de bom fim-de-semana!

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Perna de peru com legumes e curcuma





Gosto de peru, principalmente da perna. Esta peça de carne era a outra metade da coxa que confecionei em costoletas com o couscous, podem ver a receita AQUI. A carne de peru é magra e bastante potreica, por isso muito saudável. O meu marido não é muito fã, o que me obriga a encontrar maneiras diferentes e saborosas de a confecionar. Espero que gostem da sugestão. A curcuma faz o molho amarelo, fica muito vibrante e colorido. É um molho de legumes muito saudável. Estava delicioso!

Ingredientes para 2 pessoas:
1 perna de peru (usei apenas a parte do couto, pois era uma perna bastante grande)
20 gr de raiz de curcuma em pedaços
3 tomates maduros
1 alho francês
2 dl de vinho branco
1 fio de azeite
Sal e pimenta qb
300 gr de castanhas (usei congeladas)

Preparação:
Deite um generoso fio de azeite num tacho, de preferência anti aderente. Dê uns golpes na perna de peru e tempere-a apenas com sal e sele-a no azeite (quando este estiver quente), virando de todos os lados até que fique bem tostada/selada. Depois junte o alho francês em rodelas, os tomates cortados em pedaços e a curcuma, descascada e também em pedacinhos. Tempere tudo com um pouco de sal e pimenta. Regue com o vinho branco (pode optar por não pôr todo e reservar o resto para ir juntando) e deixe estufar dentro do tacho em lume brando/médio. Vá virando a carne de vez em quando e controlando para não pegar, se necessário junte um pouco mais de vinho branco. Tape o tacho para criar mais molho ou destape se estiver muito aguado (para que o molho reduza e engrosse). O objetivo é obter um molho grosso e a carne ficar totalmente cozinhada. O tempo vai depender do tamanho da peça de carne.
Sirva com castanhas assadas ou fritas. Eu confecionei-as na Actifry.

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Bolo Ferrero Rocher

 

Sou sempre eu quem faz os bolos de aniversário da família e também de alguns amigos mais chegados. Esta semana foi a vez de dar miminhos à minha cara metade. Fiz um bolo no dia dos anos para a família e outro no fim-de-semana para levarmos para os amigos, é esse que hoje partilho convoscvo. Parabéns ao meu amor!

Ingredientes e preparação:

Bolo de avelã: 5 ovos, 200 gr de açúcar, 200 gr de avelã moída (em pó, tipo farinha), 1 colher de chá de fermento em pó. Bata os ovos com o açúcar até obter um creme volumoso e esbranquiçado. Depois envolva delicadamente a farinha de avelã e o fermento. Coloque o preparado numa forma untada e leve ao forno pré-aquecido a 180ºC para cozer durante 30 a 35 minutos. 

Bolo de chocolate: 5 ovos, 200 gr de açúcar, 70 gr de chocolate em pó, 100 gr de farinha com fermento, 1 colher de chá de aroma de baunilha, cerca de uma chávena de leite. Bata os ovos com o açúcar e a baunilha até obter uma espuma volumosa e esbranquiçada. Depois envolva os ingredientes secos delicadamente e leve o bolo a cozer a 180ºC durante 30 minutos. Depois de o retirar do forno, deixe arrefecer um pouco e desenforme. Com o bolo ainda morno, deite colheradas de leite por cima de forma a embeber todo o bolo. Deixe repousar e depois corte-o ao meio.

Creme/cobertura: 1 lata de leite condensado cozido, 1 tablete de chocolate (55% cacau), 1 pacote de nata para bater (200 ml), 150 gr de avelã torrada e triturada em pedacinhos. Bombons Ferrero a gosto para decorar.
Parta o chocolate em pedaços e derreta-o em banho-maria. Coloque o leite condensado numa tigela e bata com a batedeira elétrica. Junte o chocolate derretido e continue a bater até obter uma mistura homogénea. Bata as natas à parte e depois envolva na mistura de chocolate. Misture bem. O creme está pronto para barrar ou rechear o bolo. 

Montagem:
Depois de cozer os bolos (pode levá-los ao forno ao mesmo tempo), deixe-os arrefecer. Corte o de chocolate ao meio depois de o ter embebido com o leite. Num prato coloque o bolo de avelã. Por cima ponha uma camada de creme de chocolate. Por cima disponha uma parte do bolo de chocolate. Barre com mais creme de chocolate e polvilhe com dois terços da avelã torrada e triturada. Por cima coloque a outra metade de bolo de chocolate. Barre todo o bolo com o restante creme. Polvilhe as laterais com avelã moída. Por cima decore com Ferreros Rocher.

Bom apetite!


quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Arroz de bacalhau com molho de coentros



O bacalhau talvez seja o mais tradicional dos ingredientes utilizados na gastronomia portuguesa. E é o tal que pode ser confecionado de mil maneiras. Mil e uma?... Mil e qualquer coisa! São muitas, muitas e boas! Nós, portugueses, que nem temos bacalhau nos nossos mares, somos o povo que mais e melhor confeciona e come este peixe na sua versão salgada/demolhada. Um dos motivos é o facto de sermos muito criativos. E guloso, pois claro! Sendo um ingrediente muito utilizado, dá origem a alguns dos pratos mais gulosos e tradicionais da nossa cozinha.
Como boa portuguesa, bom garfo e cozinheira jeitosinha que sou, adoro bacalhau de todas as formas como, aliás, se pode ver aqui no blog. Tenho por aqui receitas de bacalhau para todos os gostos e palatos... Açorda de bacalhauFeijoada de bacalhau, Pastéis de bacalhau, Pataniscas de bacalhau, Favada de bacalhauvários pratos de forno de bacalhau e até Couscous de caldeirada de bacalhau... têm muito por onde escolher, basta pesquisar aqui no blog. Ainda não tenho as mil e uma receitas de bacalhau, mas vou continuar a trabalhar para esse objetivo ;)

Este mês de fevereiro o tema no grupo Dia Um... Na Cozinha era precisamente "Pratos tradicionais portugueses". Eu tinha (e mantenho) outra receita em mente, mas como não tive tempo de a fazer, optei por um prato de bacalhau, que é sempre prático, bem conseguido e típico, como o tema exigia. De onde sou, aqui por terras do Ribatejo, o arroz confeciona-se de muitas formas e o arroz de bacalhau é um prato bastante tradicional. A minha avó e a minha mãe também fazem massa de bacalhau, que eu gosto desde que o bacalhau esteja lascado, apesar da forma mais comum de apresentar o prato seja com pedaços grandes (quase posta inteira). No caso do arroz, também se pode fazer de várias formas, mas eu gosto assim, com o bacalhau lascado, sem peles nem espinhas e o arroz cremoso, quase tipo risotto. Uso sempre o nosso arroz carolino das Lezírias Ribatejanas, que é tão bom! Espero que gostem da minha sugestão e de alguma inovação que tentei dar ao prato, juntando o molho de coentros e o enchido crocante.


Ingredientes para 4 pessoas:
200 gr de arroz carolino

2 postas grandes de bacalhau
1 cebola
1 alho francês
8 fatias finas de enchido de porco do cachaço
1 molho de coentros
1,5 dl de azeite
1 dente de alho
1 folha de louro
Para o piso (molho pesto): 1 molho de coentros, 2 nozes inteiras, 20 gr de queijo da Ilha, 1 dente de alho, azeite, sal e pimenta qb 
Sal e pimenta qb
7 dl de água



Preparação:

Coloque 7 dl de água num tacho com 1 dente de alho esmagado, a parte verde do alho francês, os pés do molho de coentros e alguns grãos de pimenta. Tape e deixe ferver durante 5 minutos. Reduza o lume para baixar a fervura e junte o bacalhau. O caldo deve estar no ponto imediatamente antes da fervura quando juntar o bacalhau. Deixe-o cozer durante 8 a 10 minutos ou até começar a lascar. No fim desse tempo, retire, coe e reserve o caldo. Retire espinhas e peles ao bacalhau e deixe-o em lascas, reserve.
Corte 8 fatias bem finas do enchido do cachaço. Coloque-as a fritar na própria gordura numa frigideira anti aderente em lume baixo. Quando estiverem bem crocantes, reserve-as em cima de papel absorvente. Quando secarem totalmente vão ficar ainda mais crocantes.
Para o molho piso de coentros: numa picadora ou no almofariz coloque as folhas dos coentros (reservando algumas para polvilhar o arroz no final), as nozes, o queijo da Ilha, um dente de alho, sal e pimenta qb e um generoso fio de azeite. Triture/pise tudo muito bem.
Faça o refogado para o arroz. Coloque azeite num tacho e junte a cebola picada finamente. Junte a parte branca do alho francês cortado em rodelas finas. Deixe cozinhar até começar a amolecer, mas sem ganhar cor. Nesse momento junte o arroz e deixe-o fritar ligeiramente. Vá juntando o caldo de cozer o bacalhau e vá mexendo sempre até o arroz estar no ponto desejado de cozedura e com uma textura cremosa (cerca de 12 minutos). Retifique de sal. No fim da cozedura junte as lascas de bacalhau e envolva.
Sirva o arroz de imediato, polvilhado com coentros frescos picados, com pedacinhos do cachaço crocante e com um pouco do molho piso.
Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!


domingo, 28 de janeiro de 2018

Caril picante de camarão com batata doce



Este caril de camarão é bastante picante, por isso a batata doce e a frescura dos coentros oferecem um contraste de sabores fantástico. Espero que gostem da sugestão. Desejo a todos um excelente domingo, aproveitem o sol!

Ingredientes para 4 pessoas:
1,5 kg de camarão (usei tamanho 40/60)
4 batatas doce não muito grandes (600 a 700 gr no total)
3 colheres de sopa de azeite
Sal e pimenta qb
2 colheres de sopa de mistura de caril em pó
3 malaguetas 
Meio alho francês
2 dentes de alho
1 cebola
Meio ramo de coentros frescos picados
Umas gotas de sumo de limão

Preparação:
Comece por descascar os camarões, retirando-lhes as cabeças. Coloque as cabeças num tacho com água a cobrir e leve ao lume, deixe ferver 15 minutos para fazer um caldo. Não é necessário juntar sal, adiciona-se depois no preparado do caril. 
Num tacho grande deite o azeite, a cebola, os alhos e o alho francês picados e deixe refogar ligeiramente até a cebola e os alhos amolecerem. Junte as 2 colheres de sopa de caril em pó e as malaguetas picadas e vá acrescentando colheradas de caldo do camarão. Conforme o molho for reduzindo e engrossando, vá juntando mais caldo de camarão, sem deixar secar e deixando formar um molho grosso. Deixe cozinhar assim durante 5 minutos.
Lave as batatas muito bem, mantenha a casca e corte-as em rodelas grossas. Junte as batatas ao tacho, tempere com sal e junte mais caldo do camarão. Tape o tacho, deixe o lume médio e deixe as batatas cozerem até estarem macias, mas sem se desfazerem. Vá espreitando para que as batatas não se peguem ao tacho. Se estiver muito seco, junte mais caldo de camarão. Quando as batatas estiverem cozidas, junte os camarões. Antes de os pôr no tacho, tempere-os com sal e umas gotas de sumo de limão. Junte os camarões e mais algum caldo se necessário, misture tudo e deixe cozinhar 2 minutos. Assim que os camarões ganharem cor, desligue o lume, polvilhe tuso com coentros frescos picados e alguma pimenta moída na altura e sirva.

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Costeletas de peru com couscous de grelos e castanhas



O peru é uma carne magra e com uma boa percentagem de proteína. Ideal, portanto, para quem se preocupa com uma alimentação saudável, mas não quer abdicar do sabor. O peru consegue fazer pratos bastante saborosos se ampliarmos a nossa escolha para além dos bifes. Os bifes do lombo do peru são um pouco secos, para o meu gosto são o menos bom da carne desta ave. Prefiro a carne da perna. Quando as pernas são grandes, peço no talho que separem a parte do coto para assar no forno e cortem a coxa em costeletas. São uma espécie de bifes com um pedaço de osso, não ficam muito direitinhos, mas são muito saborosos. Faço-os fritos ou grelhados. Fritos com alho e azeite e uns camarões por companhia ficam uma delícia! Desta vez fritei-os, simplesmente, e o que fez a diferença foi o acompanhamento. Gosto muito de couscous, acho-os muito versáteis, tal como o arroz ou a quinoa. Além disso o couscous também é um hidrato de carbono mais leve do que a batata, arroz ou massa, por isso também é adequado para quem se preocupa com a saúde e com a linha ;) Espero que gostem da sugestão!

Ingredientes para 4 pessoas:
8 costeletas de peru
3 dentes de alho
2 folhas de louro
Sal e pimenta qb
1 chávena de chá cheia de couscous
1 molho de grelos
4 tomates secos (usei secos em conserva de azeite)
150 gr de castanhas congeladas
1 generoso fio de azeite
Oregãos secos qb (cerca de uma colher de chá)


Preparação:
Tempere os bifes com alho laminada e folhas de louro. Deixe a repousar 30 minutos enquanto prepara o acompanhamento. Comece por cozer os grelos em água com sal e com o tacho destapado para que fiquem bem verdinhos. Quando terminar a cozedura, escorra os grelos e reserve a água. 
Espalhe os couscous num tabuleiro e cubra com água da cozedura dos grelos. Deite água apenas até cobrir, não empapa demais os couscous para não ficarem demasiado moles. Tape com película aderente e deixe repousar cerca de 10 minutos.
Deite um pouco de azeite num tacho, deixe aquecer e salteie aqui as castanhas. Tempere de sal e deixe-as fritar cerca de 5 minutos, depois junte os grelhos e um alho finamente picado, envolva. Junte um pouco da água da cozedura dos grelos e tape o tacho para que as castanhas acabem de cozinhar. Deixe ficar assim até estarem macias.
Tempere as costeletas com sal e frite-as em azeite.
Quando as castanhas estiverem cozinhadas apague o lume. Com um garfo solte os couscous. Junte as castanhas e os grelos. Junte o tomate seco em pedacinhos. Tempere com oregãos e pimenta moída na altura. Retifique de sal.  Sirva com as costeletas.

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!


terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Chocolate quente aromatizado com laranja




Como fazer chocolate quente? Aqui está algo que pode parecer tão simples, mas que poucas vezes fazemos em casa ou encontramos com qualidade num café ou pastelaria. Não estou a falar daqueles chocolates de máquina, muito menos de leite com chocolate aquecido, mas sim de um chocolate quente feito com todos os ingredientes no tacho até ficar bem espesso e cremoso, grosinho e muito saboroso. Há muitas receitas, algumas com chocolate ou cacau em pó. Esta que fiz é à base de chocolate em tablette, não leva açúcar adicionado, pois usei chocolate não muito negro. O truque para que fique perfeito passa por ir engrossando lentamente sem deixar ganhar grumos. O chocolate tem que ser de boa qualidade e os aromas escolhidos devem estar de acordo com o gosto de quem vai degustar o chocolate. Nesta matéria, sejam atrevidos, usem a imaginação e o palato para perceber que aromas podem fazer vibrar ainda mais o sabor já extraordinário do chocolate. Baunilha, gengibre, pimenta ou outras especiarias são algumas ideias que podem explorar.
Bebi chocolate quente pela primeira vez na companhia da minha mãe. Ela sempre gostou muito. Ela gosta muito de chocolate, ponto final. E de doces em geral (e desta vez ponto de exclamação porque a minha mãe é mesmo muito gulosa)! Quando era criança de vez em quando, nas tardes invernosas de sábado, depois de ter a casa toda limpa e arrumada, a minha mãe fazia chocolate quente para nós. Também chegámos a ir beber à pastelaria Suiça. Desta vez fui eu quem a convidou para beber chocolate quente ao lanche. Ela gostou da minha receita e eu gostei que ela tivesse gostado!

Ingredientes:
1 litro de leite
300 gr de tablette de chocolate com 50 a 60% de cacau
2 colheres de sopa de amido de milho (maisena)
3 cascas de laranja
1 pitada de noz moscada (sensivelmente 1 colher de café)
Casca de laranja cristalizada para decorar

Preparação:
Reserve cerca de 1 dl de leite frio para misturar a maisena. Leve o restante leite ao lume com as cascas de laranja e a noz moscada em pó. Quando ferver, retire do lume e deite o leite por cima do chocolate previamente cortado em pequenos pedaços (pique com a faca em cima de uma tábua e depois disponha-o numa taça). Misture chocolate e leite bastante bem. Desfaça a maisena no leite frio, junte ao preparado anterior e leve ao lume para engrossar até obter a consistência pretendida. Quando estiver bem cremoso e espesso, retire e sirva cada dose com um pedaço de casca de laranja cristalizada.

Bom apetite!